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  Internacional - Projecto Comenius "Aprender a Cidadania"
     
Visita de Estudo à Åkrahällskolan em Nybro, no Sudeste da Suécia.
 


 
Esta visita realizou-se de 4 a 9 de Fevereiro de 2007, no contexto do Projecto de Desenvolvimento Escolar ComeniusAprender a cidadania na escola para a vida”.

2ª-feira, 5 de Fevereiro de 2007

 8h00: Visita guiada à escola.
Depois de um primeiro encontro com professores envolvidos no projecto e uma visita às instalações, assistimos a uma aula de Inglês (11º ano, 60 minutos). A professora convidou-nos a participar na aula. Em grupo/turma apresentámo-nos a nós e ao Externato de Penafirme e partilhámos algumas expressões básicas de Português e Sueco. Num segundo momento, a turma foi dividida em cinco grupos que, com base em alguns folhetos turísticos do Oeste, elaboraram questões.

11h05: Encontro com o Director Pedagógico Anders Jegeman e outro elemento da direcção.
O Director apresentou os cursos existentes na escola: Cursos Gerais (Ciências, Ciências Sociais, Tecnologias) e Cursos Tecnológicos (Actividades Recreativas com Crianças, Electricidade, Motoristas, Comércio e Administração, Manufactura (Vidro; Móveis) e Saúde).
Estes últimos integram vários estágios ao longo dos 3 anos do Secundário, no total de 15 semanas; também dos cursos gerais fazem parte vários momentos de estágio, embora de menor duração.

Para além destes cursos existe ainda o “Programa Individual” (formação complementar nas disciplinas de Sueco, Matemática e Inglês para alunos com fraco aproveitamento no final do 9º ano, sem a qual não podem ingressar no Secundário).

Uma vez que na Suécia é praticamente impossível arranjar trabalho só com o 9º ano, 99% do Suecos entre os 16 e os 19 anos frequentam uma Escola Secundária. Face à desmotivação e ao desinteresse de alguns alunos, a Åkrahällskolan oferece ainda um percurso alternativo de três anos, para alguns alunos nesta situação.

O director sublinhou que entre 91 e 92% dos alunos conseguem concluir o Ensino Secundário com sucesso, o que coloca a Åkrahällskolan entre as melhores escolas secundárias da Suécia.

Para além destes cursos existe ainda o “Programa Individual” (formação complementar nas disciplinas de Sueco, Matemática e Inglês para alunos com fraco aproveitamento no final do 9º ano, sem a qual não podem ingressar no Secundário).
Uma vez que na Suécia é praticamente impossível arranjar trabalho só com o 9º ano, 99% do Suecos entre os 16 e os 19 anos frequentam uma Escola Secundária. Face à desmotivação e ao desinteresse de alguns alunos, a Åkrahällskolan oferece ainda um percurso alternativo de três anos, para alguns alunos nesta situação.

O director sublinhou que entre 91 e 92% dos alunos conseguem concluir o Ensino Secundário com sucesso, o que coloca a Åkrahällskolan entre as melhores escolas secundárias da Suécia.

 Cada curso tem um(a) coordenador(a) do curso; os professores de cada curso trabalham em equipa educativa, procurando-se fixar os professores num só curso (ou num número limitado de cursos). Cada um dos dois subdirectores é responsável por cinco cursos.

A escola depende de um conselho escolar a nível da autarquia; a sua composição reflecte o resultado das eleições locais.

13h00: Reunião com a equipa das necessidades educativas especiais.
Fazem parte desta equipa de ensino especial uma enfermeira, uma pessoa especializada em orientação escolar e vocacional, uma professora especializada no ensino do Sueco como língua estrangeira, duas professoras de ensino especial, entre outras. Reúnem semanalmente para coordenar o seu trabalho.

12h00: Almoço com o Director Pedagógico e a subdirectora Gunilla Pettersson, numa sala da cantina reservada aos professores.


14h00: Visita à Biblioteca.

Observações e impressões do primeiro dia:

  • Neste dia estava um número relativamente reduzido de alunos na escola (muitos estavam em estágio).
  • Ambiente calmo, tanto nos corredores como nas aulas.
  • Trabalho frequente em grupo, com independência do professor, às vezes numa sala adjunta à sala de aula.
  • Grande simpatia dos colegas.
  • Simpatia e interesse da parte dos alunos com quem contactámos.
  • Inexistência de turmas mais pequenas para alunos com NEE.
  • No Conselho Pedagógico, os alunos estão na maioria (o Director realçou o valor/ benefício desta experiência).
  • Excelentes condições de trabalho individual dos professores na escola (cada professor(a) tem um pequeno gabinete de trabalho, com prateleiras para livros e computador. Estes gabinetes estão agrupados junto de um espaço próprio do respectivo grupo disciplinar, onde se guardam os materiais da disciplina)

  • Biblioteca com várias divisões (sala de livros de consulta, espaços separados para trabalhos individuais e de grupo, sala anexa com computadores, secção de jornais e revistas, dossiês temáticos e secção dos livros). Gabinete de trabalho para o pessoal da biblioteca, com separação em vidro. Ambiente agradável.
  • Sala de professores espaçosa, com pequena cozinha, mobiliário confortável e decoração airosa.
  • Temperatura ambiente muito agradável em toda a escola que estimula um bom ambiente de trabalho para professores e alunos.

  • Elementos arquitectónicos e decorativos favoráveis a uma boa acústica e à redução do barulho (tipo de chão, cortinas, borracha nas pernas das mesas e cadeiras, etc.)
  • Decoração nos corredores e nas salas de aula com exposição de trabalhos de alunos, o que disfarça a arquitectura pouco estética do edifício (dos anos 60).
  • Não há toques de campainha (só para o 1º tempo da manhã e o final da tarde).

 

  • Duração das aulas variada (aulas entre 35 minutos e mais de duas horas). O horário é elaborado em função das necessidades pedagógicas dos professores e da própria disciplina. O professor pode fazer um pequeno intervalo a meio das aulas de maior duração. Consequentemente, os alunos e professores não têm intervalo todos ao mesmo tempo.

 3ª-feira, 6 de Fevereiro de 2007

 8h35: Aula de Francês.
Sentados em grupos de quatro numa sala destinada ao ensino das línguas, os alunos estiveram a ler um romance francês. Com base na preparação feita em casa, a aula consistiu na leitura de excertos do texto, explicação do vocabulário e resumo de parágrafos, estes últimos quase sempre em Sueco. A aula decorreu de forma calma, participativa e ordenada, centrada na professora.

A professora considerou o nível de Francês destes alunos relativamente fraco. Tal verificou-se logo no início da aula quando fomos convidadas a ter uma pequena conversa em francês com os alunos, sobre Portugal e a nossa escola.

 10h20: Aula de Saúde (com alunos do Curso de Saúde).
Todo o espaço e tempo da aula foram reservados a um diálogo sobre Portugal e o nosso sistema escolar, em comparação com a Suécia. A maioria dos alunos manteve-se um pouco reservada, o que nos levou a levantar questões sobre a vida dos jovens na Suécia.

No final da aula, as duas professoras reservaram algum tempo para nos esclarecer sobre o curso em questão e o sistema de saúde da Suécia.

 12h30: Aula de Ciências Religiosas.
Depois do almoço estivemos presentes na segunda parte de uma aula de Religião, sobre o Judaísmo. Esta disciplina, de uma hora semanal, apenas existe no 12º ano, sendo obrigatória, independentemente da religião dos alunos. Este facto, como pudemos observar, enriquece a reflexão nesta disciplina (dos 12 alunos 3 eram muçulmanos).

A disciplina centra-se num estudo comparativo das grandes religiões, abordando também questões éticas da actualidade. Embora também tenha havido um momento de reflexão em pequenos grupos, grande parte da aula consistiu num diálogo conduzido pelo professor. Chamou a nossa atenção o facto de os alunos conseguirem não falar todos ao mesmo tempo, apesar de ninguém ter de colocar o dedo no ar.

 13h15: Conversa com o responsável pelo Programa Individual e visita às respectivas instalações.
Cerca de 20 alunos estão inseridos neste programa, sendo elaborado um horário específico para cada um deles. Conforme a situação de cada aluno, ele passa entre um a cinco dias por semana na escola, com aulas de Sueco, Matemática e Inglês (as disciplinas não concluídas no 9º ano) e algumas aulas práticas (Cozinha, Educação Física, etc.). Nos restantes dias, estes alunos trabalham em empresas de vários sectores, com o acompanhamento e a supervisão dos professores deste programa. Os alunos têm de ficar neste programa até concluírem as disciplinas do 9º ano ou até chegarem aos 20 anos de idade. A taxa de sucesso (conclusão do 9º ano) é bastante elevada, superior a 90%.

14h30: Visita à cidade de Kalmar, acompanhadas pelo professor de Religião.

Observações

Logo de manhã, um professor que tinha viajado a Portugal pediu a nossa ajuda com a tradução de um postal com a história do galo de Barcelos. O postal, a tradução e um galo de cerâmica ficaram expostos na Biblioteca.
Já no primeiro dia tinha-nos surpreendido um pequeno placard, colocado no balcão da recepção ao lado da bandeira portuguesa, a chamar a atenção de todos para a nossa presença na escola.

Observações

  • Notámos muitas formas diferentes de dispor as mesas e cadeiras nas salas de aula.
  • Na Suécia, cada aluno recebe 100,00€ mensalmente (subsídio de estudante), independentemente do rendimento dos pais. Caso tenha mais de 20% de faltas injustificadas durante um mês (ou desistir da escola), este subsídio é cortado. Toda a educação é gratuita (inclusive transportes e livros).

4ª-feira, 7 de Fevereiro de 2007

 8h35: Aula de Inglês com alunos do Curso de Actividades Recreativas com Crianças.
Esta aula foi acrescentada ao programa por convite da professora, que muito gostou da nossa colaboração na sua aula de 2ª-feira.

A turma foi dividida em cinco grupos que, com base em folhetos turísticos sobre a nossa região, elaboraram perguntas bastante interessantes e originais, às quais respondemos primeiramente junto dos grupos e depois em grupo/turma. Verificou-se um grande interesse e curiosidade, surpreendente pelo facto de estes alunos não terem nenhum conhecimento prévio sobre Portugal.

 9h55: Aula de História.
Dois alunos começaram por apresentar uma síntese da História da Suécia (em Inglês), previamente preparada para as visitantes de Portugal. Seguidamente nós partilhámos com eles os pontos principais da nossa História. Esta colaboração foi-nos solicitada antes da viagem. Esta partilha foi interessante para ambas as partes.

 12h00: Encontro com um professor do Curso de Motoristas.

Depois do almoço, visitámos uma dependência da escola, próxima do edifício central, onde se ministra o curso de motoristas/camionistas. Os alunos deste curso muito solicitado (este ano entraram 33 alunos, entre eles 3 raparigas) alternam quinzenalmente entre aulas teóricas (nas 8 disciplinas nucleares do Secundário Sueco) e aulas de disciplinas específicas do curso (mecânica, electricidade, condução de camiões, etc.).

Nestas últimas, a teoria e a prática são estreitamente ligadas. Como acontece em todos os cursos tecnológicos, também os alunos do curso de e motorista, a partir do 2º ano, podem optar entre diversas disciplinas específicas, especializando-se numa área.
Este encontro permitiu-nos perceber melhor a estrutura e o funcionamento dos cursos tecnológicos suecos, as suas potencialidades e as suas limitações.

18h00: Jantar e convívio com duas colegas do Grupo Comenius.

 Observações:

  • Achámos interessante encontrar as fotografias dos professores numa vitrina perto da recepção (os professores estão agrupados em 5 fotografias, de acordo com a área da sua docência).
  • Para além do mobiliário escolar, encontrámos, em diversas salas, outros tipos de mobília (sofás, cadeirões, mesas de apoio, etc.) e vários elementos decorativos, o que contribui para um bom ambiente de trabalho em toda a escola e cria um ambiente específico e característico na área dedicada a cada curso tecnológico (pouco têm a ver as salas fixas das turmas do Curso de Actividades Recreativas com Crianças com as do Curso de Motoristas, por exemplo).
  • Notámos afectividades por parte de vários alunos que mostraram interesse em saber se estávamos a gostar da visita à escola e ao país.

5ª-feira, 8 de Fevereiro de 2007

 8h30: Visita à Escola do Vidro.
Partimos em direcção à escola de vidro que se localiza a 30 km do edifício central da Åkrahällskolan e perto de uma fábrica de vidro de renome internacional. A escola investiu nesta área de formação profissional, uma vez que a indústria do vido é um dos principais sectores da região. Fizemos uma visita guiada e um dos professores revelou-nos que estava familiarizado com a indústria vidreira da Marinha Grande.

Para os alunos do 1º ano deste Curso Tecnológico, as aulas decorrem nas oficinas da escola, enquanto que os alunos dos 2º e 3º anos aperfeiçoam os seus conhecimentos nas instalações da fábrica. Os alunos desenvolvem o seu trabalho no sopro do vidro e na gravação do mesmo, podendo especializar-se a partir do segundo ano do curso. Como acontece nos outros cursos tecnológicos, os alunos têm aulas teóricas (nas 8 disciplinas nucleares) dois dias por semana, no edifício central da escola.

14h00: Encontro com jornalistas.
Entrevistaram-nos jornalistas de dois jornais regionais.

 15h00: Partilha de materiais de ensino do Francês.
Uma das professoras de Francês apresentou-nos diversos materiais, sobretudo manuais escolares de iniciação ao ensino da língua e, a partir daí, fizemos um estudo comparativo. Verificámos um menor número de conteúdos temáticos e gramaticais a abordar nos primeiros anos da língua (os conteúdos leccionados em três anos na Suécia correspondem sensivelmente ao que, em Portugal, tem de ser ensinado em dois). Desta forma, em Portugal resta-nos menos tempo para o que é mais importante no ensino duma língua estrangeira: a comunicação. Ouvimos também que, nesta escola, duas aulas por semana (independentemente da sua duração) são consideradas o mínimo imprescindível para que os alunos possam progredir na aprendizagem de uma língua estrangeira.

A professora explicou-nos ainda que a escola tem uma certa liberdade na estruturação do seu orçamento e que aproveita este facto para destinar anualmente determinada verba aos diversos projectos de natureza internacional (com esta verba a escola paga, por exemplo, o autocarro para uma viagem a França ou à Alemanha, alternando entre os dois destinos anualmente, pagando os alunos apenas 100,00€ para o intercâmbio).

 16h30: Despedida do Director Pedagógico.
O Director agradeceu a nossa presença e sublinhou o interesse da escola em continuar a colaborar com o Externato de Penafirme.

 18h00: Jantar com o Grupo Comenius (constituído pelos professores envolvidos no projecto), em casa de uma professora. Estiveram presentes 7 professores envolvidos no projecto Comenius e dois elementos da Direcção.

Observações:

  • Surpreendeu-nos a presença de uma maioria de raparigas no Curso Tecnológico do Vidro.
  • Também nós fomos convidadas a experimentar o sopro do vidro… aí percebemos por que razão o curso demora três anos (é realmente difícil!).
  • Tal como nas salas dos outros grupos disciplinares, também na de Francês existia uma grande diversidade de materiais. Lá também estavam guardados os manuais que a escola compra e empresta aos alunos.
  • Durante o jantar / convívio com o Grupo Comenius, aproveitámos para entregar os cumprimentos da nossa escola e do Director, bem como algumas lembranças que trouxemos de Portugal (livro e pasteis de feijão).
  • Mesmo antes de partir da escola, visitámos ainda as salas específicas de Música, Expressão Dramática e Trabalhos Manuais, muito bem equipadas (de meter inveja a qualquer um, particularmente as salas de Música e o pequeno estúdio de Teatro! Por outro lado, os professores queixaram-se da falta de equipamento nos laboratórios).
  • O que acham os professores suecos do seu sistema educativo? Perguntámos e obtivemos as seguintes achegas: pontos fortes do actual sistema são o facto de se conseguir evitar o abandono escolar precoce e a alta permeabilidade entre cursos gerais e cursos tecnológicos, graças ao núcleo de disciplinas comuns. Por outro lado, a obrigatoriedade deste número bastante alto de disciplinas para alunos com capacidades muito diferentes pode levar a um nivelamento (para baixo) da exigência, prejudicial para a formação posterior a nível universitário. Por isso, prevê-se uma reforma, a entrar em vigor já em 2009, que criará Cursos Tecnológicos mais vocacionadas para a empregabilidade e a terminar com um diploma profissional (podendo, no entanto, os alunos destes cursos obter a qualificação de acesso ao ensino superior através da matrícula em disciplinas suplementares). Haverá também cursos vocacionais, sem a obrigatoriedade das 8 disciplinas nucleares. 

6ª-feira, 9 de Fevereiro de 2007

 8h00: Partida de Nybro.
Quatro colegas do Grupo Comenius estiveram connosco na estação de comboio para se despedirem de nós.

Conclusão

 Quatro dias numa escola desconhecida, num país, numa cultura e num clima bastante diferentes da nossa realidade em Penafirme (basta referir que as estradas, casas, carros, florestas de Nybro se cobriram de meio metro de neve durante os dias da nossa visita…) não permitem conhecer e perceber toda a realidade de uma escola, menos ainda de um sistema educativo. Conscientes desta limitação, sentimos que valeu a pena o esforço e o cansaço destes 6 dias de viagem e de mergulho neste mundo e nesta realidade escolar para nós completamente desconhecidos. Para já, porque esta visita (como também a visita de 3 colegas suecas a Penafirme, no passado mês de Novembro) vai facilitar a colaboração das duas escolas no âmbito do projecto Comenius.

Mas também, e sobretudo, porque este contacto com uma realidade ao mesmo tempo tão diferente (por exemplo, a nível do sistema educativo) e tão semelhante (por exemplo, a nível da magna tarefa pedagógica de apoiar os alunos no seu crescimento como pessoas e na sua procura de um lugar na sociedade) indubitavelmente enriquece a nossa reflexão e inspira a nossa procura de soluções. Se este relatório – que não passa da partilha daquilo que nos foi possível observar em apenas quatro dias – consegue suscitar curiosidade e questões, se consegue enriquecer com novas e talvez inusitadas perspectivas a reflexão e a prática no Externato, então, parece-nos, o objectivo desta visita terá sido cumprido.

 Não podemos encerrar este relatório sem sublinhar, mais uma vez, a simpatia e a dedicação dos colegas suecos, nomeadamente dos do Grupo Comenius, como também da Direcção da Åkrahällskolan, que tudo fizeram para nos ajudar a ver, a perceber, a sentir-nos em casa.

 Catarina de Jesus e Eva Michel