Externato de Penafirme

 



Projecto
Comenius-Língua
 

Home

 

Textos em português

 

Textos em holandês

O Castelo dos Mouros em Sintra:

um lugar de diferentes culturas.

De: Tom Heynen e Ruben Henriques Sebastião

Durante o intercâmbio com Portugal, os estudantes o Bisschoppelijk College Broekhin e os seus parceiros portugueses visitaram o Castelo dos Mouros, em Sintra. Neste artigo, aprofundaremos alguns aspectos da história deste castelo.


O Castelo dos Mouros foi construído no século IX. Está situado numa montanha, e o acesso é muito difícil. A principal função do castelo não era proteger os habitantes de Sintra, mas sim, servir como ponto de vigia para proteger os habitantes de Lisboa. Devido à sua altitude, era possível ver se havia inimigos a tentar atravessar o Tejo.

 O castelo foi construído pelos mouros, o que explica o seu nome. Entre 800 e 1200 d. C., todos os mouros foram expulsos de Portugal. Desde então, o castelo foi habitado por muitas pessoas de diferentes culturas.

 No castelo encontram-se muitos vestígios dessas culturas. Por exemplo, as ruínas de uma igreja e um cemitério adjunto. Neste mesmo sítio foi criado um monumento a comemorar os muçulmanos e cristãos sepultados nesse lugar (mortos, supostamente mortos numa batalha entre os dois grupos). O construtor do monumento não sabia que havia apenas corpos de cristãos ali enterrados. Ele pensou que era um lugar também de mouros. Por isso colocou na fachada do monumento uma cruz (cristã) e uma meia-lua (muçulmana).

Como o castelo era usado apenas para vigilância, e não para protecção, provavelmente nunca houve combates para conquistar o castelo.

 Quando as cidades à volta do castelo ficaram na posse do inimigo, o castelo ficou inútil. Tanto quanto se sabe, o castelo foi entregue, sem oferecer qualquer resistência.

 Após o tempo dos Mouros, as pessoas começaram a construir casas à volta do castelo e da montanha, para viver lá. A vida na montanha era muito complicada porque era difícil praticar a agricultura. Alem disso, a montanha é muito íngreme e de aceso difícil.

No sul da montanha, ainda podemos observar silos naturais onde se guardavam plantas.

 Para ter água, os habitantes tiveram de montar na montanha todo um sistema. A água era transportada em aquedutos para um armazém. Por cima desse armazém havia duas chaminés, não para receber água, mas sim para deixar o ar circular na cisterna. Assim a água ficava fresca por mais tempo.

Este sistema também era usado no século XVI pelos judeus. Nesse tempo, eles eram perseguidos pelos cristãos, então esconderam-se no castelo.

 No século XIX, o rei português D. Fernando II construiu um jardim romântico na montanha. O movimento romântico apreciava muito a beleza da natureza, ligada à maneira de pensar naquele tempo. Desde então, os arredores do castelo permaneceram inalterados.