O Castelo dos Mouros foi construído no século IX. Está situado numa
montanha, e o acesso é muito difícil. A principal função do castelo não
era proteger os habitantes de Sintra, mas sim, servir como ponto de vigia
para proteger os habitantes de Lisboa. Devido à sua altitude, era possível
ver se havia inimigos a tentar atravessar o Tejo.
O castelo foi construído pelos mouros, o
que explica o seu nome. Entre 800 e 1200 d. C., todos os mouros foram
expulsos de Portugal. Desde então, o castelo foi habitado por muitas
pessoas de diferentes culturas.
No castelo encontram-se muitos vestígios
dessas culturas. Por exemplo, as ruínas de uma igreja e um cemitério
adjunto. Neste mesmo sítio foi criado um monumento a comemorar os
muçulmanos e cristãos sepultados nesse lugar (mortos, supostamente mortos
numa batalha entre os dois grupos). O construtor do monumento não sabia
que havia apenas corpos de cristãos ali enterrados. Ele pensou que era um
lugar também de mouros. Por isso colocou na fachada do monumento uma cruz
(cristã) e uma meia-lua (muçulmana).
Como o castelo era usado apenas para
vigilância, e não para protecção, provavelmente nunca houve combates para
conquistar o castelo.
Quando as cidades à volta do castelo
ficaram na posse do inimigo, o castelo ficou inútil. Tanto quanto se sabe,
o castelo foi entregue, sem oferecer qualquer resistência.
Após o tempo dos Mouros, as pessoas
começaram a construir casas à volta do castelo e da montanha, para viver
lá. A vida na montanha era muito complicada porque era difícil praticar a
agricultura. Alem disso, a montanha é muito íngreme e de aceso difícil.
No sul da montanha, ainda podemos observar
silos naturais onde se guardavam plantas.
Para ter água, os habitantes tiveram de
montar na montanha todo um sistema. A água era transportada em aquedutos
para um armazém. Por cima desse armazém havia duas chaminés, não para
receber água, mas sim para deixar o ar circular na cisterna. Assim a água
ficava fresca por mais tempo.
Este sistema também era usado no século XVI
pelos judeus. Nesse tempo, eles eram perseguidos pelos cristãos, então
esconderam-se no castelo.
No século XIX, o rei português D. Fernando
II construiu um jardim romântico na montanha. O movimento romântico
apreciava muito a beleza da natureza, ligada à maneira de pensar naquele
tempo. Desde então, os arredores do castelo permaneceram inalterados.