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  Ciências Físico-Químicas

 

Projecto Hidrogénios

CERN

 

 
 

2º PRÉMIO 
              no 19º Concurso para Jovens Cientistas e Investigadores – Fundação da Juventude

 

   Um grupo de alunos do Externato de Penafirme concorreu ao 19º Concurso para Jovens Cientistas e Investigadores, organizado pela Fundação da Juventude, que culminou nos dias 26, 27 e 28 de Maio de 2011 com a V Mostra Nacional de Ciência, no Museu da Electricidade em Lisboa. Dos 143 projectos a concurso, o Projecto “MSI: Mel Sob Investigação”, desenvolvido pelos alunos Beatriz Esteves (12º CT2), Daniel Santos (12º CT1) e Marisa Paulino (12º CT2), ganhou o 2º Prémio. Graças ao lugar obtido, estes alunos representarão Portugal na final Europeia do concurso que decorrerá em Setembro na Finlândia.

    O trabalho apresentado foi desenvolvido ao longo do ano em Área de Projecto e teve como objecto de estudo o mel, as suas propriedades e benefícios para a saúde.

 

Para tal foram efectuadas análises de pH, acidez livre, actividade antioxidante, teor em polifenóis, intensidade da cor e condutividade eléctrica de diversos méis (caseiros/comerciais e de diferentes regiões), utilizando métodos de espectrofotometria, titulações potenciométricas e aplicação de corrente eléctrica em soluções de mel para medição da condutividade. Recorreu-se à microscopia óptica para realizar análises polínicas e ao método de Kirby-Bauer para a análise da capacidade antimicrobiana dos méis.

            Concluiu-se que os méis, em particular os caseiros, apresentam capacidade antioxidante e antimicrobiana, características que os tornam benéficos para a saúde. Estes trabalhos e outros, realizados por este grupo de alunos em Área de Projecto, podem ser consultados em: http://projectomsi.zxq.net/

Ao longo do trabalho os alunos tiveram a colaboração da Engª Celeste Serra (ISEL) e do Professor Jorge Paiva (UC).

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Projecto Hidrogénios

Concurso H2 – Comunidades Sustentáveis

 

    No passado dia 4 de Fevereiro, o grupo de Área de Projecto – Hidrogénios – do 12º ano (André Ferreira, Carlos Franco, Daniel Santos e João Santos) acompanhado pela Professora Ana Sofia Feliciano participou num workshop organizado pela AP2H2 (Associação Para a Promoção do Hidrogénio) e pelo LNEG – Laboratório Nacional de Energia e Geologia. Estiveram presentes nesta acção as 13 equipas participantes no Concurso H2 - Comunidades Sustentáveis, no qual o projecto Hidrogénios do Externato de Penafirme está inscrito.

    As novas tecnologias ligadas ao hidrogénio, têm tornado este gás um candidato, não poluente, alternativo aos combustíveis fósseis. Através da pilha de combustível, o hidrogénio reage com o oxigénio do ar, produzindo água e energia eléctrica. O nosso trabalho de projecto visa uma aplicação das pilhas de combustível de Hidrogénio à mobilidade. Para tal, pretendemos construir um protótipo de um barco telecomandado, equipado com um motor eléctrico, assim como uma pilha de combustível de Hidrogénio que alimentará o motor.

    O Workshop, com a duração de um dia, teve lugar no campus do Lumiar, Edifício Q, INETI. O período da manhã foi dedicado às Tecnologias do Hidrogénio e à sua Logística (produção e armazenamento) a cargo, respectivamente, do Engenheiro Campos Rodrigues - Presidente da AP2H2, o orientador da nossa equipa, e do Engenheiro Rui Neto do Instituto Superior Técnico. O último tema da manhã foi dedicado às Pilhas de Combustível, apresentado pelo Engenheiro Filipe Figueiredo da Universidade de Aveiro.

    À tarde foi apresentado o Plano de Divulgação e Comunicação do Concurso por Lúcia Duarte, seguindo-se a apresentação do tema Aplicações do Hidrogénio, pela Engenheira Carmen Rangel do LNEG.

    Para concluir a actividade foram constituídos 4 grupos de trabalho temáticos (pilhas/mobilidade, cidade sustentável, energia microbiológica, electrólise), apoiados pelos especialistas já mencionados e ainda pela Doutora Paula Marques do LNEG e pelo Doutor João Martins da Faculdade de Ciências e Tecnologia, com o objectivo de se fazer o ponto da situação de cada projecto, e quais as estratégias que os grupos deveriam adoptar.

    Este dia de formação foi muito gratificante, pois enriqueceu o nosso conhecimento acerca do Hidrogénio e das pilhas de combustível, bem como respondeu a perguntas às quais não conseguíamos obter resposta.

    Agradecemos ao Externato de Penafirme por ter disponibilizado a sua viatura e à Prof. Ana Sofia Feliciano por se ter prontificado a nos acompanhar.

Acompanhem o nosso projecto no blog: http://hidrogenios2010.blogspot.com/

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Hidrogénio, combustível do futuro?

Fontes de Hidrogénio

    O Hidrogénio é considerado uma forma de energia renovável, já que existem muitas fontes disponíveis na natureza: Água, Biomassa, Biogás, Biodiesel, Amónia, Gás Natural e outros Hidrocarbonetos, Algas, etc.


Como se produz o Hidrogénio?

    O hidrogénio obtém-se separando-o de outros elementos com que se combina, através de processos que consomem energia. A reformação, decomposição de hidrocarbonetos com vapor de água a alta temperatura, é actualmente a principal forma de obter hidrogénio, sendo no entanto um processo que leva à emissão de gases poluentes, CO e CO2. Por este motivo tem-se explorado outros processos para a sua obtenção, nomeadamente a electrólise, processo não poluente mas com custos energéticos muito elevados, que poderão ser reduzidos através da utilização, de energia solar ou eólica.

 

Como se armazena o Hidrogénio?

    1 kg de Hidrogénio à pressão de 1 atmosfera e à temperatura de 25C ocupa um volume de cerca de 12m3. Pelo que o seu transporte e armazenamento se faz na forma comprimida ( 200 Bar), o método mais utilizado, na forma líquida a - 253 ou na forma de “Esponjas” – hidretos metálicos que permitem o armazenamento de grandes quantidades de forma segura, em volumes pequenos e a pressões reduzidas. As aplicações do Hidrogénio no futuro, dependerão muito da evolução das estratégias de armazenamento.

 

A pilha de combustível

    A pilha de combustível é o dispositivo electroquímico que converte energia química em energia eléctrica. Dentro da pilha o hidrogénio e o oxigénio são colocados em dois compartimentos separados, o ânodo e o cátodo. No ânodo o hidrogénio é oxidado, resultando electrões que ao serem transportados por um circuito externo, geram a corrente eléctrica, enquanto os protões são transportados do ânodo para o cátodo através de uma membrana. No cátodo os protões ao reagirem com o oxigénio, levam à formação de vapor de água.

 

Sabia que…

- A energia contida em 1kg de H2 equivale a 1,41 kg de gasolina;

- A energia eléctrica gerada por 1kg de H2 é de 12 kWh, ou seja, equivalente à energia armazenada em 30 baterias de 12 V.

   

 
O Prof. Nuno Bettencourt apresentou-nos a

Organização Europeia pela

Pesquisa Nuclear (CERN)

Durante a Semana “Diversidade” participámos numa “Oficina de Espectroscopia”, onde em grupos elaborámos um espectroscópio, que mais tarde nos foi útil em aula para visualizar espectros de luz. Este aparelho, ao decompor a luz emitida pelas estrelas, dá-nos informações sobre a composição química destas, a sua idade, a sua evolução, o que nos permite conhecer mais sobre o Universo do qual somos parte.

Posteriormente deslocámo-nos ao auditório A para assistirmos a uma palestra dada pelo professor Nuno Bettencourt que apresentou aos alunos o CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear) e a sua experiência no mesmo.

 
O professor Nuno Bettencourt em visita ao CERN:
ao fundo, o detector CMS (Compact Muon Solenoid).

O CERN é o maior laboratório de física de partículas do mundo, foi criado em 1954 e localiza-se na região noroeste de Genebra, na fronteira Franco-Suiça. A organização tem vinte Estados membros e tem tido um papel muito importante na aproximação entre povos, tendo sido, durante a Guerra Fria o único local onde cientistas norte-americanos e russos trabalharam em conjunto.

Certas experiências realizadas e aparelhos desenvolvidos no CERN, apesar de inicialmente terem por objectivo o estudo da física de partículas, acabaram por permitir o desenvolvimento de tecnologias que estão na base de aparelhos que os hospitais usam hoje em dia, como por exemplo para detectar o cancro.

A quantidade de dados experimentais recolhidos nas experiências feitas exigiu o desenvolvimento de instalações de processamento de dados muito poderosas, sendo o CERN conhecido como o local de nascimento da World Wide Web.

As técnicas lá desenvolvidas, assim como todas as descobertas feitas, acabam sempre no domínio público sendo esta uma das prioridades da organização.

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